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Los Huerfanos - EESE

Autor: 
L. Pretti
24.01.19
Niño sentado en la calle.

Objetivos

Sensibilizar a los participantes en cuanto a la responsabilidad de todos nosotros para con los huérfanos, estimulándolos a reconocerlos como hermanos con pruebas difíciles, necesitados de nuestro amparo y amor.

Fuente básica

KARDEC, Allan. El Evangelio según el Espiritismo. Cap. XIII, ítem 18.

Fuentes complementarias

XAVIER, Francisco C. y PIRES, Herculano. Hijos adoptivos. Astronautas del Más Allá. Por el espíritu Emmanuel.

____. La ilusión de la sangre.

El Evangelio Según el Espiritismo. Cap. XIII, ítem 8

18. Hermanos míos, amad a los huérfanos. Si supieseis cuán triste es estar solo y abandonado, ¡sobre todo durante la infancia! Dios permite que haya huérfanos para estimularnos a que nos pongamos en el lugar de sus padres. ¡Qué divina caridad es ayudar a una pobre criatura abandonada, evitar que padezca hambre y frío, y orientar su alma para que no se pierda en el vicio! Quien tiende la mano a un niño desamparado es grato a Dios, porque comprende y practica su ley. Evaluad también que, muchas veces, el niño al que socorréis es alguien a quien quisisteis en otra encarnación. No obstante, si pudieseis recordarlo, ese socorro ya no sería caridad sino un deber. Así pues, amigos míos, cada ser que padece es vuestro hermano y tiene derecho a vuestra caridad, aunque no a esa caridad que hace daño al corazón, a esa limosna que quema la mano donde cae, porque a menudo vuestros óbolos tienen sabor amargo. ¡Cuántas veces serían rechazados, si no fuera porque la enfermedad y la indigencia los están esperando en el desván donde se guarecen! Dad con delicadeza, sumad a lo que dais el beneficio más precioso de todos: una palabra bondadosa, una caricia, una sonrisa amigable. Evitad ese tono protector que equivale a revolver un cuchillo en el corazón que sangra, y considerad que al hacer el bien estáis trabajando por vosotros mismos y por los demás. (Un Espíritu familiar. París, 1860.)

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Filhos adotivos

(Emmanuel)

Filhos existem no mundo que reclamam compreensão mais profunda para que a existência se lhes torne psicologicamente menos difícil.

Reportamo-nos aos filhos adotivos que abordam o lar pelas vias da provação, sem deixarem de ser criaturas que amamos enternecidamente.

Coloquemo-nos na situação deles para mais claro entendimento do assunto.

Muitos de nós, nas estâncias do pretérito, teremos pisoteado os corações afetuosos que nos acolheram em casa, seja escravizando-os aos nossos caprichos ou apunhalando-lhes a alma a golpes de ingratidão. Desacreditando-lhes os esforços e dilapidando-lhes as energias, quase sempre lhes impusemos aflição por reconforto, a exigir-lhes sacrifícios incessantes até que lhes ofertamos a morte em sofrimento pelo berço que nos deram em flores de esperança.

Um dia, no entanto, desembarcados no Mais Além, percebemos a extensão de nossos erros e, de consciência desperta, lastimamos as próprias faltas.

Corre o tempo e, quando aqueles mesmos Espíritos queridos que nos serviram de pais retornam à Terra em alegre comunhão afetiva, ansiamos retomar-lhes o calor da ternura, mas, nesse passo da experiência, os princípios da reencarnação, em muitas circunstâncias, tão somente nos permitem desfrutar-lhes a convivência na posição de filhos alheios, a fim de aprendermos a entesourar o amor verdadeiro nos alicerces da humildade.

Reflitamos nisso. E se tens na Terra filhos por adoção, habitue-te a dialogar com eles, tão cedo quanto possível, para que se desenvolvam no plano físico sob o conhecimento da verdade. Auxilia-os a reconhecer, desde cedo, que são agora teus filhos do coração, buscando reajustamento afetivo no lar, a fim de que não sejam traumatizados na idade adulta por revelações à base de violência, em que frequentemente se lhes acordam no ser as labaredas da afeição possessiva de outras épocas, em forma de ciúme e revolta, inveja e desesperação.

Efetivamente, amas aos filhos adotivos com a mesma abnegação com que te empenhas a construir a felicidade dos rebentos do próprio sangue. Entretanto, não lhes ocultes a realidade da própria situação para que não te oponhas à Lei de Causa e Efeito que os trouxe de novo ao teu convívio, a fim de olvidarem os desequilíbrios passionais que lhes marcavam a conduta em outro tempo.

Para isso, recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus.

A ilusão do sangue

(J. Herculano Pires)

Não é o sangue que nos irmana, mas o espírito. Os laços consanguíneos são ilusórios e efêmeros. Kardec explica no item 8 do capítulo XIV de O Evangelho Segundo o Espiritismo: “O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, pois já existia antes da formação do corpo. O pai não gera o espírito do filho. Fornece-lhe apenas o envoltório corporal, mas deve ajudar o seu desenvolvimento intelectual e moral, para fazê-lo progre-dir”. Filhos de outros pais, procedentes de outro sangue, podem ser muito mais ligados aos pais adotivos que os filhos consanguíneos.

Essa é uma das razões por que os pais adotivos geralmente não querem revelar a verdade aos filhos que adotaram. O amor paterno e materno ressurge ante o filho que volta ao seu convívio. Mas Emmanuel revela um dos aspectos da lei da reencarnação que exige atenção e respeito. Os filhos que voltam ao lar por vias indiretas são Espíritos em prova e, portanto, em fase de correção moral. Precisam conhecer a sua verdadeira situação para que a medida corretiva atinja a sua eficiência. E se quisermos burlar a lei só poderemos acarretar-lhes maiores sofrimentos.

São muitos os dramas e muitas as tragédias ocasionadas pela imprudência dos pais que mentiram piedosamente aos filhos adotivos. Quando a verdade os surpreende, o choque emocional pode transtorná-los, fazendo-os perder a oportunidade de aprendizado que muitas vezes solicitaram com ardor na vida espiritual.

Esta é uma razão nova que o Espiritismo apresenta aos pais adotivos, quase sempre apegados apenas às razões mundanas.

Aprendendo desde cedo a se acomodar à situação de provaem que se encontra, o filho adotivo resigna-se a ela e aproveita a lição de reajustamento afetivo. Amanhã voltará de novo como filho legítimo, mas já em condições de compreender os deveres da filiação. A vida aplica sempre com precisão os seus meios corretivos, mas nós nem sempre a ajudamos, esquecidos de que os desígnios de Deus têm razões profundas que nos escapam à compreensão. Se Deus nos envia um filho por via indireta, devemos recebê-lo como veio e não como desejaríamos que viesse.

Conclusión

La orfandad es una de las más difíciles pruebas por las que pasa el espíritu encarnado. Es, también, un desafío a nuestra solidaridad cristiana. Amparar al huérfano es un acto que agrada a Dios y, por tanto, eleva espiritualmente a quien lo practica.